Vamos falar de partilhas de negócio?
IMOBILIÁRIO
5/26/20262 min ler


Dizer que o negócio imobiliário é um negócio de partilha é um dado adquirido e assumido pela maioria dos agentes, independentemente das marcas que representam ou de trabalharem a solo com a sua própria licença AMI.
Mas quando se fala de partilha, e para que esta seja efetiva na prática, há que criar redes de contactos e partilha de informação entre agentes que trabalham não só a mesma região, mas também o mesmo segmento de mercado.
E é aqui que a coisa se torna um pouco mais complicada. Vivemos numa era em que dispomos de inúmeras plataformas de comunicação, o que nem sempre é uma vantagem. Por um lado, a informação é disseminada entre múltiplos canais; por outro, a criação de grupos demasiado grandes gera fluxos de informação difíceis de acompanhar de forma consistente.
Ou seja, no atual contexto da sociedade em que vivemos, mais pode ser (e muitas vezes é) menos.
O que fazer, então?
Eis uma abordagem possível.
Em primeiro lugar, diria, através do networking, encontrar os agentes que realmente interessam estar na nossa rede de contactos. Conhecê-los bem, compreender os seus valores, analisar a sua forma de atuação no mercado e identificar as suas áreas de especialização.
Depois, segmentar esses contactos e criar grupos restritos e bem estruturados dentro de uma única plataforma.
Por fim, optar por ferramentas que facilitem a partilha de informação de forma organizada, coerente e eficiente, promovendo eficazmente a colaboração e a concretização do negócio.
É precisamente aqui que os portais imobiliários podem - e devem - assumir um papel estratégico no relacionamento entre agentes, indo além da sua função tradicional de atração de potenciais compradores para as angariações.
Em mercados mais maduros, como os Estados Unidos da América, plataformas como o MLS vieram responder a essa necessidade, permitindo aos agentes imobiliários uma especialização efetiva no serviço a proprietários ou a compradores.
Esta mesma especialização existe noutros mercados, como por exemplo, o Reino Unido que, embora não tendo MLS, é tradicionalmente um mercado vocacionado para o serviço ao proprietário.
Em mercados menos maduros e muito menos regulados, como o Português, essa necessidade torna-se ainda mais evidente.
Os parceiros certos de negócio vão fazer crescer o nosso. Afinal, aplica-se aqui a velha máxima: sozinhos podemos ir mais rápido, mas juntos vamos, seguramente, mais longe.